Votos da Madeira foram invalidados pelo Conselho de Jurisdição Nacional do PSD

O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD não contabilizou os votos da Madeira, por estarem em desconformidade com o caderno eleitoral, mas realçou que os dados divulgados não alterariam o desfecho das eleições diretas deste sábado. Esta posição...

Votos da Madeira foram  invalidados pelo Conselho de Jurisdição Nacional do PSD
O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD não contabilizou os votos da Madeira, por estarem em desconformidade com o caderno eleitoral, mas realçou que os dados divulgados não alterariam o desfecho das eleições diretas deste sábado. Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, Nunes Liberato, depois de anunciar que Rui Rio foi o mais votado nestas eleições para a liderança do partido, com 49,44% dos votos, e vai disputar uma segunda volta com Luís Montenegro, que obteve 41,26%, tendo Miguel Pinto Luz conseguido 7,3%, segundo resultados ainda provisórios. "Os resultados das assembleias de voto que reportaram irregularidades não põem em causa nem a necessidade de uma segunda volta nem a ordenação dos candidatos. Sendo assim, a segunda volta realizar-se-á no próximo dia 18 de janeiro, nos termos do regulamento, entre os dois candidatos Rui Rio e Luís Montenegro", declarou José Manuel Nunes Liberato aos jornalistas, na sede nacional do PSD, em Lisboa. Questionado sobre os votos da Madeira, o presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD respondeu que "não foram contabilizados", porque "existe uma desconformidade entre os votos apurados na Madeira e o caderno eleitoral preparado nos termos do regulamento". No entanto, realçou que os resultados divulgados pelo PSD regional não alterariam o desfecho destas eleições: "Com os dados que foram apurados na Madeira não seria possível ao candidato Rui Rio atingir os 50%, nem seria possível que a ordem dos dois candidatos que vão à segunda volta fosse outra". Nunes Liberato remeteu uma decisão sobre o ato eleitoral na Madeira para o "momento próprio", salientando que "o Conselho de Jurisdição é um órgão colegial".