Xarabanda cantam nove histórias em novo disco (com vídeo)

A Associação Musical e Cultural Xarabanda apresentou esta manhã o seu novo trabalho discográfico, ‘A cantar se contam histórias’.  Nove temas fazem parte deste projeto produzido e editado pelos próprios Xarabanda, com o seu próprio material,...

Xarabanda cantam nove histórias em novo disco (com vídeo)
A Associação Musical e Cultural Xarabanda apresentou esta manhã o seu novo trabalho discográfico, ‘A cantar se contam histórias’.  Nove temas fazem parte deste projeto produzido e editado pelos próprios Xarabanda, com o seu próprio material, contando com o apoio do Governo Regional através da Direção Regional da Cultura.  Das nove histórias reunidas neste disco, quatro foram apresentadas para os ‘amigos’ dos Xarabanda, como assim o definem, que não quiseram deixar de assinalar o momento do grupo, que se manifesta já pronto para dar início à produção do próximo álbum. ‘A chegada de Dom Carlos à Madeira’ e ‘A Revolta da Madeira de 1931’ foram as duas cantigas narrativas verídicas escolhidas para abrir neste ‘mini’ concerto, que se seguiu com dois romances do imaginário, ‘Caçador que vai à caça’ e ‘A Dama Galanducha’.  A apresentação foi conduzida pelo músico Roberto Moniz, pelo investigador Paulo Esteireiro e pela diretora regional da Cultura, Teresa Brazão. Na ocasião, Roberto Moniz explicou que este foi um projeto de aprendizagem, porque todos aprenderam com as histórias contadas no CD. Históricas verídicas, como a Revolta da Madeira, o 20 de fevereiro do Paul do Mar nos anos 30 e a chegada do Rei D. Carlos à Madeira em 1920, como também romances tradicionais feitos um pouco por toda a Península Ibérica, são alguns exemplos daquilo que tiveram de descobrir e aprender para contar, cantando. Este CD é composto por “géneros musicais que atravessaram centenas de anos”, referiu Paulo Esteireiro, sendo que algumas destas “baladas medievais contam histórias que remontam aos séculos XVIII ou XVIV”, algo que considera “completamente admirável” tendo em conta que “hoje em dia vivemos numa era ‘fast food’.” Roberto Moniz sublinhou ainda que os Xarabanda são “um conjunto de amigos que faz com o coração e com razão de ser” e que não precisam apenas de um sítio onde possam desenvolver o seu trabalho. “Não pedimos ordenado, pedimos um espaço digno onde possamos desenvolver aquilo que sabemos e queremos fazer”, disse. Para os que não puderam estar presentes e pretendem adquirir ‘A cantar se contam histórias’, podem fazê-lo junto da associação, sendo que este tem um custo de dez euros.  Veja um pouco daquilo que pode escutar no CD 'A cantar se contam histórias':